Vinagre dos Quatro Ladrões

A peste bubônica que assolou a Europa, por cerca de 600 anos, era compreendida como algo sobrenatural.

Acreditava-se, que a peste era transmitida de uma pessoa para outra, mas se desconhecia a forma como isso ocorria.

As bactérias eram desconhecidas e julgavam a peste ser um castigo de Deus, coisa do diabo ou das bruxas.

As pessoas que possuíam sintomas da peste tinham suas casas marcadas com uma cruz vermelha e eram obrigadas a usar um sino preso ao pescoço, anunciando assim a sua presença e dando oportunidade aos demais de fugirem.

Diz à lenda, que quatro infames ladrões de corpos, foram pegos na cidade de Toulouse, em meados de 1628-1631.

No julgamento, os quatro ladrões foram interrogados pelos juízes, surpresos com o destemor de contágio dos ladrões em roubar corpos e casas tomados pela peste.

A resposta, dada pelos ladrões foi a utilização de uma poção mágica, que os protegia.

Feita com vários tipos de ervas como Alecrim, Alho, Arruda, Cânfora e Sálvia, adicionada a licores e vinagre, a poção era deixada por 7 a 8 dias em descanso.

O vinagre e muitas dessas ervas são desinfetantes e repelem as pulgas.

Imediatamente, várias receitas se popularizaram, e assim, foi criado o Vinagre dos Quatro Ladrões.

Jean Valnet (1920-1995) famoso médico francês, cita em seu livro “The Practice of Aromatherapy”, os arquivos do Parlamento de Toulouse, em torno da criação da receita de um óleo essencial, criado por quatro ladrões de corpos, presos em Toulouse.

Várias receitas e muitos inventores da poção surgiram com o tempo.

Algumas receitas reproduzidas foram chamadas de Vinagre de Marseilles e outras de Vinagre dos Quatro Ladrões.

O Vinagre dos Quatro Ladrões continuou a ser usado ao longo dos anos, para afastar malefícios, maldições, males físicos e espirituais, inveja e toda a espécie de perigos.

Será a história dos ladrões verdadeira?

Jamais saberemos.