Mary Celeste

Sob o comando do capitão Benjamin Briggs, a embarcação de 300 toneladas, partiu de Nova York no dia 5 de novembro de 1872, rumo à Itália.
Marinheiros do navio mercante Dei Gratia, avistaram no dia 5 de dezembro, a quase 600 quilômetros da costa portuguesa, o Mary Celeste que nessa data já deveria ter aportado na Itália.

O capitão do Dei Gratia, David Morehouse, amigo de Briggs preocupado com a situação decidiu investigar. Mandou parte de sua tripulação ao Mary Celeste.

Foi constatado que:

Não havia sinais de ataque ao Mary Celeste.

Não havia ninguém na embarcação.

A carga estava intacta o que eliminava a ação de piratas.

Os suprimentos estavam estocados no porão.

O único bote salva-vidas tinha sumido.

Todos os objetos pessoais da tripulação e dos passageiros suas roupas e joias foram encontrados.

No diário de bordo não havia nenhum relato de qualquer instabilidade no tempo. O último registro havia sido feito pelo capitão, a 160 quilômetros de Açores, no final do mês de novembro.

Mary Celeste foi rebocado pelo Dei Gratia, até o Estreito de Gibraltar. O destino do capitão Benjamin Briggs, sua esposa Sarah, sua filha Sophia de dois anos e os sete marinheiros permanece um mistério.

A embarcação após ser vendida foi usada para transportar mercadorias.

GC Parker, um mercador, carregou o Mary Celeste de lixo alegando transportar uma valiosa carga. Propositalmente jogou a embarcação contra um recife para afundá-la. Sem sucesso, antes de ser preso tentou incendiar a embarcação e morreu antes de chegar ao tribunal.

O Mary Celeste, considerado um navio fantasma, virou tema de trinta livros, dois filmes e vários documentários.

O caso foi investigado por: quatro companhias de seguros, três agências norte-americanas, três agências britânicas e várias outras “partes interessadas”. Muitas hipóteses e teorias foram criadas.

O mistério permanece…