Escolas de Mistérios

Desde os primórdios da civilização egípcia até o colapso de Roma, existiram locais sacerdotais fechados
onde homens e mulheres da elite utilizavam técnicas que os induziam a estados alterados de consciência para ver o mundo através de novas perspectivas.

Nesses locais chamados “escolas de Mistérios”, a elite política e cultural da época foi iniciada numa filosofia secreta após anos de aprendizado. Entre as personalidades que fizeram parte dessas sociedades secretas podemos citar: Alexandre o Grande, César Augusto, Cícero, Ésquilo e Platão.

As “escolas” ensinavam técnicas de meditação, se utilizavam de privação sensorial, danças sagradas, exercícios respiratórios e teatro para que se atingisse estados alterados de consciência.

Em qualquer parte do mundo existe a crença de que em estados alterados de consciência podemos ter acesso a formas superiores de inteligência.

A revelação de qualquer aprendizado ou técnica das “escolas” era punida com a execução.

Quando o cristianismo tornou-se a religião dominante do Império Romano no século III as escolas de Mistérios e seus ensinamentos passaram a ser encarados como heresia e sua divulgação passou a ser crime capital.

Entre os líderes da Igreja e a elite governante, havia membros das escolas de Mistérios que passaram então, a formar sociedades secretas onde os ensinamentos continuaram a ser transmitidos. Ao longo dos séculos, a filosofia antiga e secreta foi preservada e colocada à vista do público em algumas épocas embora os não iniciados jamais a reconhecessem.